Author Archives: Reinaldo Morelli

CNP-how it works

Ensaio de Vedação com Quantifit e o risco de contaminação para COVID-19

A Faster e a OHD levam muito a sério a segurança e a saúde de nossos clientes. Com isso em mente, acreditamos ser importante abordar as preocupações sobre a possível contaminação cruzada durante o ensaio de vedação. O risco de contaminação cruzada com o uso de um equipamento de ensaio de vedação OHD que utiliza a tecnologia CNP é mínimo. O ensaio de vedação em si NÃO aumenta ou diminui o risco de exposição de uma pessoa à COVID-19. O risco de fato é entrar em contato próximo com uma pessoa infectada, independentemente da localização ou atividade.

O Quantifit não retém ar possivelmente contaminado em seu interior

O QuantiFit2 (Quantifit ou Fit Tester 3000) não retém ar em seu sistema antes, durante ou depois de um ensaio de vedação. O QuantiFit2 não empurra o ar para dentro da máscara; em vez disso, ele puxa o ar da máscara do colaborador em teste e o joga para fora do sistema. Isso significa que as chances de haver ar contaminado no sistema, na pior das hipóteses, não são mais prováveis ​​do que o ar contaminado no ambiente ao redor. Se uma pessoa infectada fizer o ensaio de vedação, não haverá risco maior de contaminação do que se ela tivesse simplesmente entrado na área e permanecido pelo mesmo período.

O QuantiFit2 e seu acessórios estão sujeitos à contaminação de superfícies como qualquer outro item presente na área do ensaio como mouse de computador, teclado, caneta, telefone etc. Antes e depois das etapas do ensaio de vedação, quando o colaborador está usando um respirador, sua inalação está vindo pelas entradas do adaptador e a grande maioria do ar exalado irá passar para fora do respirador pela válvula de exalação da própria máscara. Existem muitas configurações possíveis de montagem dos adaptadores na máscara. É possível que em determinada configuração o ar exalado possa entrar em contato com áreas internas de um adaptador. Se houver suspeita de que isso aconteceu, a desinfecção seria apropriada.

Cuidados na condução do Ensaio de Vedação

Para proteção contra a transferência de contaminantes das superfícies, todas as superfícies possivelmente contaminadas que o operador ou os colaboradores possam entrar em contato precisam ser desinfetadas. Os adaptadores podem ser limpos por imersão, spray ou limpeza com um desinfetante apropriado. A limpeza de superfícies com produtos como álcool e outros desinfetantes já se mostrou eficiente na eliminação de microrganismos diversos, inclusive do vírus causados da COVID-19. O adaptador deve estar seco antes de ser usado em um ensaio de vedação. O QuantiFit2, a tubulação e o botão de disparo devem ser cuidadosamente limpos com um desinfetante adequado.

Se houver risco de contaminação, o operador do ensaio de vedação deve adotar as precauções indicadas pelos protocolos e planos de contingência publicados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o coronavírus. (https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/paf/coronavirus/protocolos/protocolos)

Não é necessário e não recomendamos o compartilhamento de máscaras

A tecnologia do Quantifit permite que cada usuário utilize sua própria máscara durante o fit test. Entretanto, caso seja necessário e as máscaras forem compartilhadas, o operador do ensaio de vedação deve seguir os procedimentos de limpeza do respirador indicados no Programa de Proteção Respiratória (PPR) ou as orientações do fabricante para a correta desinfecção do respirador para evitar qualquer contaminação cruzada. O compartilhamento de máscaras no ensaio não é necessário com o uso do Quantifit e não é recomendado pela Faster e OHD.

O processo de pressão negativa controlada com o Quantifit OHD

Avaliação de Vírus no Ar para COVID-19

O vírus SARS-CoV-2, causador da COVID-19, ainda deixa muitas perguntas sem respostas. Uma delas é como avaliar sua presença e concentração no ar. Já há estudos disponíveis sobre o vírus, princípios gerais de avaliação de contaminantes biológicos, investigações sobre identificação da contaminação ambiental por SARS-CoV e potencial de transmissão para áreas adjacentes.

As principais abordagens de amostragem no ambiente são de superfícies com swabs e do ar do ambiente com bombas de amostragem de ar, seguida de análise por PCR (reação em cadeia da polimerase) baseada no RNA do vírus.1

Listamos três opções para coleta de vírus no ar e detalhes importantes para a seleção do amostrador adequado

Amostrador Filtros Cassetes2,3,5 Amostrador Button6 BioSampler4,5
Pontos importantes Fácil, econômico e amplamente utilizado.

Sistema de coleta pequeno, fácil e leve.

Ideal para amostragem pessoal e colocação dentro e fora de áreas de teste.

Usado por agências para amostragem de  SARS-CoV

Coleta superior de bioaerossóis na  fração inalável.

Proximidade do filtro e entrada de ar, minimiza  perdas por transmissão.

Promove a distribuição de partículas por igual.

Desempenho próximo à ISO 7708/CEN , Autoclavável

Permite amostragem de 8 horas.

Pode ser preenchido com água destilada estéril ou outros líquidos adequados para análise PCR.

Ideal para estudos de pesquisa

Modo de coleta Filtração, coleta em filtro Filtração, coleta em filtro Borbulhamento, coleta em meio líquido
Meio Filtro PTFE, 37mm, 0,3µm, usado para SARS

 

 

Filtro de gelatina estéril, 25mm (mantém microrganismos viáveis para crescimento em culturas)*

* Para amostragens de curta duração apenas

Água destilada estéril, solução salina fisiológica, solução salina tamponada de fosfato (PBS), caldo nutritivo ou água peptonada.
Bombas recomendadas AirChek TOUCH 

AirChek XR 5000

AirChek TOUCH

AirChek XR 5000

BioLite+ (12,5 L/min)
  Cassette para coleta de SARS Amostrador de Bioaerosol Button Amostrador de Bioaerosol BioSampler

Considere que vírus não são amostragens rotineiras em investigações de qualidade do ar ou higiene ocupacional, pois são normalmente encontrados em níveis muito baixos, difíceis de detectar e não apresentarem relevante interesse para a saúde pública como no momento. É um desafio manter os vírus viáveis para análise, pois exigem uma célula hospedeira para se replicar. A Faster e a SKC recomendam que sejam seguidas orientações de um laboratório qualificado, com experiência em análises de vírus antes de realizar qualquer amostragem ou estudos no ar.

Referências:

1Booth, T.F. et al., “Detection of Airborne Severe Acute Respiratory Syndrome (SARS) Coronavirus and Environmental Contamination in SARS Outbreak Units,” J. Infectious Disease, 2005, May 1; 191(9), pp 1472-7, https://doi.org/10.1086/429634

2Verreault, D. et al., “Methods for Sampling of Airborne Viruses,” MMBR, 72 (3), Oct. 2008, pp 413-44, doi: 10.1128/MMBR.00002-08, https://bit.ly/2TFbD15

3Ong, S. et al., “Air, Surface, Environmental, and Personal Protective Equipment Contamination by Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2 (SARS-CoV-2) from a Symptomatic Patient,” JAMA, March 4, 2020, doi: 10.1001/jama.2020.3227, https://bit.ly/38oW8jn

4Cao, G. et al., “Development of an Improved Methodology to Detect Infectious Airborne Influenza Virus Using the NIOSH Bioaerosol Sampler,” Jnl. of Env. Mon., 2011, Dec. 13(12), pp 3321-8 Research Gate: 51695684

5Nguyen, T. T., et al., “Bioaearosol Sampling in Clinical Settings: A Promising, Noninvasive Approach for Detecting Respiratory Viruses,” Open Forum Infectious Disease, 4(1) Winter 2017, https://doi.org/10.1093/ofid/ofw259

6Burton, N.C., et al., “Physical Collection Efficiency of Filter Materials for Bacteria and Viruses,” Ann. Occup. Hyg., Vol. 51, No. 2, 2007, pp. 143-151, https://doi.org/10.1093/annhyg/mel073

Meu objetivo é esclarecer tecnicamente os principais pontos sobre bombas de amostragem quando se pretende usá-las em Higiene Ocupacional, para garantir que as avaliações de agentes químicos possuam resultados o mais próximo possível da exposição ocupacional real.

Em primeiro lugar, o que é uma bomba de amostragem para uso em Higiene Ocupacional?

É um equipamento portátil que fornece vazão constante durante todo o período de operação.

E por que essa insistência na vazão constante??

Pelo simples fato de que ao longo das coletas amostradores vão dificultando a passagem do ar devido ao acúmulo de partículas e umidade, fazendo com que a vazão mude. Lembrando que, os laboratórios ou os higienistas para chegar na concentração (mg/m3), dividem a massa encontrada pelo volume de ar coletado. Então, concluímos que com um volume maior ocorre a diluição ou diminuição da concentração, assim como com volume menor aumenta-se a concentração da amostra. Como obtém-se o volume ao multiplicar a vazão pelo tempo de coleta, um pequeno erro na vazão é multiplicado, resultando em grande diferença de volume e consequentemente, interferindo diretamente na concentração do agente químico e claro, na vida/saúde dos trabalhadores.

Para que se possa ter confiança no funcionamento de uma bomba, ela deve conter não apenas, mas principalmente os seguintes componentes:

1) Sistema de compensação de vazão que garanta que, em caso de variação da resistência do ar, da pressão atmosférica e da temperatura, a bomba consiga manter a vazão inicial ajustada pelo higienista.

Para se atestar a vazão constante, o fabricante deve pelo menos, informar qual a performance do seu instrumento ao longo de sua faixa de vazão. Conforme exemplo na imagem abaixo:

Bomba de amostragem com tabela de compensação de vazão.

Ah… mas e se a bomba não tem esse sistema e ainda assim mantem os 5% de variação após a coleta, eu posso confiar?

A resposta é não! Não há garantia nenhuma do volume final, pois se ao longo da coleta mesmo que momentaneamente, tenha ocorrido qualquer problema como alguma obstrução na mangueira, alguma partícula maior na entrada de ar, variações de P e T, etc. a bomba não teve capacidade alguma de compensar e poucos minutos são capazes de influenciar no volume.

2) Sistema de amortecimento de pulsos. Qualquer bomba ao gerar fluxo de ar, acaba gerando “pulsos”, que são pequenos picos de vazão em intervalos muito curtos de tempo. Mesmo uma bomba com sistema de compensação constante, pode apresentar esses pulsos e isso também tem influência direta na coleta, principalmente quando se usa separadores de partículas como os ciclones. Um fluxo pulsante impede que a separação ocorra conforme as frações respirável/torácica/inalável conforme a ISO 7708. Esta pulsação também exerce influência na eficiência de coleta de gases e vapores com tubos adsorventes, pois interfere na “aderência química” dos gases ao amostrador, podendo até arrastá-los para fora do meio de coleta.

3) Sistema de indicação de falha de fluxo. Esse recurso, faz com que a bomba pare caso a pressão de entrada seja maior que sua capacidade de compensação, além disso, deve indicar ao usuário (através de LED, display, memória, etc) que houve uma ou mais interrupções no meio da coleta, e que aquela amostragem poderá ter erro no volume.

Exemplo de um caso real no Brasil:

Durante muitos anos, o modelo BDX II foi um dos mais vendidos no Brasil devido ao seu baixo custo. Entretanto, este modelo não possui o sistema de compensação comentado acima. Esta informação foi difundida e corroborada pelo próprio fabricante, informando em seu site que esta bomba não atende toda a gama de métodos para HO, mas apenas NIOSH 7400, 7082, 7105 e 7300. Também não recomenda e não fornece nenhum kit de redução de vazão para tal modelo. Com isso, este modelo deixou de ser considerado uma opção viável pela maioria dos profissionais no Brasil, assim como ocorre com os profissionais nos EUA e Europa. Um grande avanço!

Se você utiliza bombas de amostragem e ficou com dúvidas, vamos conversar. Vamos trabalhar juntos para fortalecer a Higiene Ocupacional no Brasil, melhorar a confiabilidade nos resultados quantitativos, e elevar o nível técnico do mercado como um todo.

Representamos no Brasil a SKC, maior fabricante mundial de Bombas de Amostragem. Fornecemos mais de 8 modelos de bombas e certamente uma delas poderá atender sua necessidade. Conheça nossa linha de bombas e saiba mais!